Ana Vilela comemora mudança de vida após estouro de 'Trem Bala': 'Dei entrada no meu apartamento'

Cantora de 19 anos prepara lançamento do primeiro CD e conta ao G1 que descobriu sucesso no dia do vestibular. Hit já foi cantado por famosos e ganhou versões de vários gêneros: do forró ao eletrônico.

Que tudo começou de forma despretensiosa, com o envio de um áudio para pouquíssimos amigos, muita gente já sabe. Que a música foi escrita durante um balanço de vida após o término de uma relação, também. Mas, pouco mais de seis meses depois do estouro de “Trem Bala”, o que mudou na vida de Ana Vilela?
“Tudo. É mais fácil falar o que não mudou”, diz Ana ao G1. “Eu não mudei. O resto mudou tudo. A vida melhorou, tenho viajado muito. Tem a rotina de shows, de programas, que eu não tinha noção de como era. Estou colhendo os frutos, com certeza”.
Ela diz não cuidar da parte financeira diretamente: não faz ideia se ganha mais com direitos autorais ou com shows. Mas o fato é que a cantora de 19 anos tem muito a comemorar: “Dei entrada no meu apartamento agora”.

Alguns números dão uma amostra do sucesso de 'Trem Bala':

  • Se em outubro de 2016 ela comemorava 100 mil visualizações com “Trem Bala” no Youtube, hoje conta com mais de 11 milhões de cliques.
  • No Spotify, “Trem Bala” tem ao menos 11 diferentes versões
  • Cinco delas estão na voz de Ana. Uma foi gravada em parceria com Luan. Tem a original e remixes de JetLag e Vintage Culture + Jørd
  • As outras são cantadas por outros artistas do rock ao forró. Tem versão de Padre Fábio de Melo, Dreicon, Nossa Toca e Pedro Schin, Saia Rodada, Jo Leal e a que foi interpretada por Mariana Medeiros no “The Voice Kids 2017”
  • O canal de Ana Vilela no Spotify tem cerca de 650 mil ouvintes mensais
  • A música chegou ao 42º lugar entre as mais tocadas em rádios do Brasil, segundo a empresa de monitoramento ConnectMix. De acordo com a Crowley, outra empresa do ramo, Ana chegou à 50ª posição. Em um mercado dominado por sertanejo e pop, é um feito botar uma canção tão mansa entre as mais ouvidas.

  • “Jamais imaginei conseguir o que tenho conseguido. É inesperado. Não era para a música ter sido divulgada, era uma coisa muito pessoal. Mas tudo o que tem acontecido é muito bom”.

Propaganda de banco, vaquinha para virar livro...

Muito além de rádios, streaming e redes sociais, a música ainda foi tema de propaganda de banco, no Dia das Mães.
A letra virou um livro com parte da renda revertida à escola da Fundação Playing for Change Brasil, que proporciona aulas de música para crianças e adolescentes em situação de fragilidade social. "Cada passinho que a gente dá, seja grande ou pequeno, é muito significativo." A campanha em um site de crowdfunding arrecadou ao todo R$ 72.282,00.

Fã de Luan, parceira de Luan

A gravação com Luan Santana foi algo além de uma parceria profissional. Fã de carteirinha do cantor desde os 11 anos, Ana já havia tentado entrar no camarim e tirar uma foto com ele. Nunca conseguiu. O primeiro encontro foi no “Caldeirão do Huck”, quando tocaram “Trem Bala”.
“Eu ia para porta do condomínio dele em Londrina e esperava ele passar de carro, ia para fila 12 horas antes dos shows para pegar lugar na frente do palco."
Além do dueto com Luan, “Trem Bala” ganhou versões eletrônicas. Mas a cover que foi o pontapé na carreira de Ana foi a de Gisele Bündchen, no fim do ano passado. Para o vídeo, a assessoria de Gisele pediu autorização de gravação. “Não sabia o que iam fazer com a música, mas autorizei”, relembra, aos risos. “É a Gisele, né?”.

Mudança de planos

O sucesso repentino fez Ana mudar planos em sua vida. Ou "adiar" o curso em uma faculdade de Letras. “No dia em que descobri que estava popular, tinha vestibular. Eu nem fiz a segunda fase, porque tive show. Tive que sair do emprego em que eu estava. Mas também não é nenhum problema. Adiei, deixei para depois. Esse momento é mais importante. Viver e fazer acontecer”, analisa Ana. Ela dava aulas de percussão para crianças em um projeto social.

Próximos passos

O disco de estreia, pela Som Livre, está "pronto". "O plano é lançar no segundo semestre. Estou muito empolgada". Enquanto não lança, Ana segue rodando o Brasil.
Antes do estouro de “Trem Bala”, fez apresentações em praças de alimentação de shoppings. Hoje, faz de 10 a 15 shows por mês. Todos são voz e violão, mesclando suas canções com covers de Paralamas, Legião Urbana, Ed Sheeran e Justin Bieber.
“Acho que fica um formato gostoso de fazer, bem intimista. Tinha medo no começo de não levar a galera, não interagir com o público por ser calminho. Mas está sendo muito gostoso.” Após o lançamento, tudo deve mudar e Ana vai passar a ser acompanhada por uma banda.



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