Ministério Público pede à Justiça absolvição de Lula na Lava Jato

Silêncio de Cerveró não foi encomendado pelo petista, diz procurador

Delcídio do Amaral corre risco de ter delação anulada
O MPF (Ministério Público Federal) pediu nesta sexta-feira (1º) à Justiça Federal a absolvição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do banqueiro André Esteves no processo que apura a suposta tentativa do ex-presidente de obstruir o andamento da Operação Lava Jato.
No mesmo pedido, o procurador responsável pelo caso também pede a suspensão dos benefícios concedidos com base na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral.
Nas alegações enviadas ao juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília, responsável pelo caso,  o procurador da República Ivan Cláudio Marx concluiu que não há provas de que Lula e Esteves participaram dos supostos crimes imputados pelo ex-senador nos depoimentos de delação.
“Para o procurador, ao contrário do que afirmou Delcídio do Amaral — tanto na colaboração quanto no depoimento dado à Justiça —, o pretendido silêncio de Cerveró, que à época cumpria prisão preventiva, não foi encomendado ou interessava a Lula, mas sim ao próprio senador”, diz nota do MPF.
Em nota, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, afirmou que o pedido "reflete a prova da inocência do ex-presidente".
"Lula jamais praticou qualquer ato com o objetivo de impedir ou modular a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, ao contrário do que constou da denúncia", diz o texto.

Segundo o advogado, "a delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral na parte que incrimina Lula é uma farsa".
Em sua delação premiada, o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT e ex-PSDB) afirmou que o ex-presidente teria conhecimento do propinoduto envolvendo a estatal e que Lula mandou efetuar os pagamentos à família do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Em troca, ganharia seu silêncio.

Por Messias Bezerra / R7.com

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