FBI não vê ligações do Estado Islâmico ao tiroteio em Las Vegas

O Estado Islâmico reclamou a responsabilidade pelo tiroteio da última noite em Las Vegas, que fez pelo menos 58 mortos e mais de cinco centenas de feridos. No entatno, o FBI refere que não existem "até agora" quaisquer indícios que associem o atirador a grupos de terrorismo internacional.

Segundo informações da Reuters, a agência Amaq, conotada com o Estado Islâmico, reivindicou esta segunda-feira a autoria do ataque de Las Vegas.
"O ataque de Las Vegas foi levado a cabo por um soldado do Estado Islâmico, numa resposta que teve como alvo os Estados da coligação internacional", refere a agência islâmica, em referência aos países que lutam contra a organização terrorista na Síria e no Iraque, entre os quais se incluem os Estados Unidos.
A agência garante ainda que o homem se converteu ao Islão "há alguns meses".
A Amaq costuma ser o veículo escolhido para reivindicar ataques desta natureza. Mas tal como em casos anteriores, não apresentou provas concretas da ligação do autor ao grupo terrrorista.
No entanto, o FBI anunciava horas depois que não existe para já nenhum indício de ligação entre o autor do ataque e organizações terroristas.
"À medida que a investigação decorre, consideramos que até agora não existe conexão com nenhum grupo de terrorismo internacional", referiu o agente especial Aaron Rouse durante uma conferência de imprensa.
Nas primeiras declarações após o tiroteio, a polícia local já tinha revelado que não acreditava que o autor estivesse ligado a qualquer grupo militante, sendo mais provável que Stephen Paddok, identificado pelas autoridades como autor dos disparos, tivesse agido sozinho. As causas que motivaram este ataque continuam por apurar.
Logo depois da reivindicação pelo Estado Islâmico, dois responsáveis norte-americanos citados pela agência Reuters tinham desvalorizado a notícia, afirmando que não havia indícios de que o atirador pudesse estar ligado a qualquer grupo de terrorismo.58 vítimas mortais confirmadas
Na mesma conferência de imprensa, Joseph Lombardo, xerife de Las Vegas, confirmava que o último balanço de vítimas mortais do ataque de domingo é de 58 vítimas mortais. Há pelo menos 515 feridos, um número superior ao que tinha sido revelado.
Antes, as autoridades referiam que o tiroteio tinha feito "mais de 50 mortos e 400 feridos", sem indicar um número concreto.
Esta tiroteio de domingo no Nevada, em Las Vegas, fez pelo menos 50 vítimas mortais e mais de cinco centenas de feridos.
O atirador tinha 64 anos e recorreu a mais de dez armas diferentes para disparar sobre uma multidão de 22 mil pessoas que assistiam no domingo a um concerto de música country.
Os disparos saíram de uma janela no 32º andar do hotel Mandalay Bay Casino. Quando a polícia avançou para o local no sentido de neutralizar o atirador, este foi encontrado já morto.
Foi o maior morticínio da história moderna norte-americana. Em junho de 2016, um tiroteio numa discoteca em Orlando tinha provocado 49 vítimas mortais.Trump condena ataque de "pura maldade"
Numa declaração ao país ao início da tarde a partir da Casa Branca, Donald Trump voltou a condenar o ataque de "pura maldade" e anunciou que se vai deslocar a Las Vegas na próxima quarta-feira para estar com as famílias das vítimas. 

"Rezamos por toda a nação, para que encontre unidade e paz. Rezamos pelo dia em que a maldade desapareça e os inocentes estejam a salvo do ódio e do medo", acrescentou o Presidente norte-americano.

Num curto discurso onde não houve qualquer referência à reivindicação por parte do Estado Islâmico, o líder norte-americano enfatizou a importância da união do país após este ataque. 

"Nestes momentos de tragédia e horror, a América tem de se unir tal como sempre faz. (...) A nossa união não pode ser desfeita pelo mal. A nossa únião não pode ser desfeita pela violência. Apesar da enorme raiva que sentimos depois deste assassinato de cidadãos sem sentido, é o nosso amor que nos define hoje e que nos define sempre", referiu o Presidente.

Por Messias Bezerra / RTP.PT

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