Interesses regionais esfriam negociação entre Barbosa e PSB

Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal tem até abril para se filiar à legenda

Interesses regionais esfriam negociação entre Barbosa e PSB

As articulações estaduais estão prejudicando uma possível candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa à presidência da República pelo PSB.
Questionado pelo O Globo, no mês passado, se o convite a Barbosa continuava de pé, Siqueira foi lacônico. "Não se deve retirar um convite que foi feito", disse. O prazo para que isto ocorra termina no dia 7 de abril.Ainda no ano passado, o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, se reuniu com Barbosa e o convidou a se filiar ao partido, com o objetivo de disputar o Planalto. Ele ficou de dar uma resposta, no início deste ano, o que ainda não foi feito.
O líder do partido na Câmara dos Deputados, Júlio Delgado, um dos maiores defensores do nome do ex-ministro para o Planalto, também se encontrou com ele, em janeiro último, e chegou a dizer que faria um manifesto a favor da sua candidatura, mas até agora não conseguiu viabilizar o documento.
"Se o PSB continuar com essa postura de não dar sequência ao convite que foi feito, defendo que ele (Barbosa) escolha um outro partido. E eu vou apoiá-lo onde estiver", afirmou.
O impasse se dá porque, nos Estados, não há consenso em torno do apoio a Joaquim Barbosa. Em São Paulo, por exemplo, o vice-governador Marcio França, que assumirá o lugar de Geraldo Alckmin e deve concorrer à reeleição, já se comprometeu com o tucano, independentemente do que decidir a executiva nacional da legenda.
Em Pernambuco, onde o PSB sofre um racha desde a morte de Eduardo Campos, a viúva do ex-governador sinaliza apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela, inclusive, esteve na sede do instituto do petista, acompanhada do atual governador do Estado, Paulo Câmara, em mais um sinal de aliança. A ideia é que o PSB de Pernambuco apoie Lula e, em contrapartida, o PT não lance candidato ao governo local.
Segundo um deputado da legenda, diante da resistência interna à construção da candidatura, a sensação, hoje, é de que o projeto afundou. "Foi feito um convite para jantar sem passar o endereço", diz o interlocutor.
De longe, o ex-ministro segue com a sua tática de "jogar parado". Procurado, Barbosa informou que não iria se manifestar.


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