Adriana Calcanhotto encerra celebração de 30 anos de carreira fonográfica com disco de remixes

Adriana Calcanhotto encerra celebração de 30 anos de carreira fonográfica com disco de remixes

11/12/2020 0 Por Messias Bezerra

♪ Remix século XXI – disco de remixes que Adriana Calcanhotto lança na próxima sexta-feira, 18 de dezembro, com exclusividade na plataforma Apple Music – fecha a celebração dos 30 anos de carreira fonográfica da artista, festejados sem eventos midiáticos e sem retrospectivas banais, com um olho no presente e outro no futuro.

Ao encerrar na madrugada de 9 de fevereiro o braço brasileiro da turnê do show Margem, com show na cidade do Rio de Janeiro (RJ), a artista tinha planos de partir novamente para Coimbra – cidade de Portugal onde vem exercendo o ofício de professora de letras em faculdade local – e de fazer somente mais umas apresentações do show Margem em terras lusitanas, encerrando ciclo de 30 anos de carreira fonográfica iniciada em 1990 com a edição do álbum Enguiço.

Mas eis que a pandemia chegou ao Brasil e atrapalhou os planos da cantora e compositora gaúcha. Sem poder voltar a Portugal, Calcanhotto ficou no Brasil e, diferentemente do que planejara para 2020, se dedicou bastante à música, lançando álbum com composições inéditas feitas sob influência do isolamento social – , editado em maio – e assinando contrato com a gravadora Biscoito Fino para a distribuição de CD ao vivo e DVD com a gravação do show Margem.

Produzido com curadoria do DJ Zé Pedro e aval de Calcanhotto, o disco Remix século XXI fecha o ano fonográfico da cantora com alusão no título ao nome da música Remix século XX, parceria da artista com Waly Salomão (1943 – 2003) apresentada há 20 anos pela cantora no álbum ao vivo Público (2000).

Com autoridade de ter recebido o sinal verde da artista há 18 anos para produzir colagem com gravações de Calcanhotto em faixa intitulada Senhas – Jogo linguístico e lançada pelo DJ no disco Música para dançar (2002), Zé Pedro armou o tabuleiro de Remix século XXI com a arregimentação de três produtores que, juntamente com o DJ gaúcho, jogam seis músicas de Calcanhotto na pista da house music e derivados desse popular gênero eletrônico.

As canções Mentiras (1992), Esquadros (1992), Senhas (1992) e Cantada (2001) são embaladas para a pista com remixes assinados por Vizcaya, nome artístico usado pelo DJ e produtor musical pernambucano George Mendez, conceituado em nichos eletrônicos europeus.

Pesquisador e entusiasta da obra de Calcanhotto, George M já tinha prontos dois remixes, os de Mentiras e Cantada. Os outros dois – os de Esquadros e Senhas – foram produzidos especialmente para o disco Remix século XXI, cuja capa expõe arte de Eduardo Dugois.

Música recente, composta pela artista neste ano de 2020 para o álbum Ninguém na rua ganha remix assinado por Zé Pedro com Fernando Britto, produtor paulista – residente em Londres – do projeto Tin God.

Também residente em Londres, o gaúcho Eduardo Herrera assina – com o nome do projeto Discotek Ed RMX – o remix da balada Vambora (1998), também creditado a Zé Pedro.

Remix século XXI é o primeiro disco de remixes da obra fonográfica de Adriana Calcanhotto.